Brasília / DF – Cidades Transbordadas https://www.cidadestransbordadas.jaca.center Cidades Transbordadas Mon, 23 Oct 2017 12:55:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.13 AS OUTRAS BRASILIAS https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/20/as-outras-brasilias/ https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/20/as-outras-brasilias/#respond Fri, 20 Oct 2017 13:59:29 +0000 http://www.cidadestransbordadas.jaca.center/?p=514

O Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital, ocorreu entre setembro de 1956 e março de 1957, e reuniu 26 projetos que se propunham a pensar a nova cidade. Sete desses projetos foram finalistas no concurso, e apresentam visões bastante diferentes para cidade, apesar de todas influenciadas pelo urbanismo modernista.

Quinto Colocado (01) : Milton Ghiraldini e equipe

A proposta pensava em uma zona central para a cidade, que seria composta pelo centro governamental, cultural e comercial, além dos ministérios e embaixadas. Ao redor dessa zona, estariam posicionados quatro retângulos que abrigariam as superquadras, que abandonavam o formato de 100m x 100m e eram de 15 a 20 vezes maiores, com um parque interior que seria sua a espinha dorsal. Os desenhos apresentados pela equipe de Ghiraldini mostravam uma cidade setorizada que deveria abrigar no máximo 200 mil habitantes e organizava os espaços tentando equilibrar três elementos da vida urbana: habitar, trabalhar, recrear.

Entre os comentários do júri, destacou-se que o projeto tinha uma simplificação exagerada das zonas e não apresentava o caráter de uma capital.

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Quinto Colocado (02) : Vilanova Artigas e equipe

Defendia a ideia de que Brasília deveria ter uma distribuição da população melhor do que a que existia no Rio de Janeiro e região costeira do país, e não deveria se transformar em centro demográfico, comercial, industrial, cultural e turístico, como ocorreu com a capital anterior. Previa que os habitantes da cidade seriam divididos em três populações: a nuclear, de funcionários públicos, civis e militares, a colateral, formada por turistas ou pessoas que estivessem residindo na cidade por temporada. O território seria distribuído em zonas, que concentrariam cada uma atividades diferentes: desde a função administrativa e comercial até as áreas residenciais e verdes.

O júri criticou, neste projeto, a ausência das embaixadas, consulados e centros de rádio e TV, e entre outros pontos considerou que as zonas residenciais eram muito uniformes e que havia má circulação das residências para o centro cívico da cidade e a sede do governo.

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Quinto Colocado (03) : Henrique Mindlin e Giancarlo Palanti

O projeto apresentado definia a cidade como uma área imersa em áreas verdes, e o traçado básico da capital foi elaborado conforme se contornava o Lago Paranoá e a localização aproximada das estradas de ferro e rodagem próximas à região do Distrito Federal. Brasília seria organizada em dois eixos principais: de atividades públicas, administrativas e governo; e de vida particular, cruzando-se  com o centro comercial e recreativo da cidade.

O júri elogiou a proposta no aspecto de densidade, economia e uso da terra, mas criticou, neste projeto, a segregação por classe das moradias de operários, o agrupamento das embaixadas e dos ministérios, feito em extremidades distintas do plano piloto. A avaliação foi, também, de que as unidades de habitação resultariam disformes quando colocadas em prática.

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Terceiro e Quarto colocado: Rino Levi e equipe

A ideia de Rino Levi apresenta superblocos nas zonas de habitação intensiva, que teriam 16 mil habitantes cada e mediriam 300 metros de altura. Cada superbloco seria dividido em quatro unidades de habitação para 4 mil pessoas, e teria, além do térreo com um piloti de 10 metros de altura, subsolo para garagem e ruas internas, onde haveria lojas comerciais que ofereceriam os mais diversos tipos de serviço aos moradores. A cada conjunto de três superblocos, haveria um jardim de infância e um posto de saúde. Para Milton Braga, o projeto é, talvez, o mais inovador entre os finalistas. "Embora do ponto de vista conceitual ele ainda estivesse defendendo a cidade funcionalista, ele antecipou a formalização dessa arquitetura racionalista funcionalista que veio a seguir no mundo inteiro das mega estruturas", aponta. A ideia de verticalizar a cidade, no entanto, torna a execução do projeto inviável. "Erraram um pouco na proporção do que era definido e no que era transformável. Definiram demais, e ao colocar (a cidade) em um prédio você perde muito da flexibilidade que se tem no chão", pondera.

O júri considerou que o projeto tinha boa aparência, mas mas não tinha um centro de transporte, além de apresentar uma altura desnecessária nos edifícios, com uma concentração de pessoas desaconselhável.

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Terceiro e Quarto colocado: M.M.M. Roberto e equipe

Os irmãos Roberto pensaram em uma cidade que apresentava uma flexibilidade em relação à quantidade de 500 mil habitantes que em geral foi prevista tanto pelo edital do concurso quando pela maioria dos demais projetos. Para tanto, eles projetaram sete estruturas em forma de círculo, que funcionariam como cidades independentes, que poderiam se expandir para até 14 dessas estruturas urbanas. Cada uma delas, com 72 mil habitantes, teria o centro – chamado de Core – onde seriam oferecidos serviços especializados e comércio, e estaria localizada uma parte da administração federal. Para Milton Braga, este era o projeto mais moderno de todos todos no sentido de ser uma cidade completamente definida, mas essa não era exatamente uma vantagem: "eles indicavam o número de pessoas que trabalharia em cada lugar, em cada bolsão de trabalho e por aí em diante; uma convicção de que a cidade poderia ser totalmente definida como se fosse um grande edifício. Essa é a grande crítica que se faz a essa idealização da cidade como objeto único de projeto; o que não é nem desejável nem possível", explica.

Para o júri, o projeto para construção e financiamento da cidade era prático e realista, e foi considerado o mais completo do concurso em relação ao uso da terra. No entanto, por ter partes separadas, não tinha relações de caráter metropolitano: cada parte possuía vida própria.

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Segundo Colocado: Boruch Milman e equipe

O projeto apresentado por Milman e sua equipe defendia a ideia de que a nova administração governamental deveria ser alojada em uma pequena cidade. Para tanto, a proposta definia que o plano piloto seria a conciliação de uma cidade governamental de crescimento controlado com outro local de crescimento ilimitado, flexibilizado em satélites urbanos, já dando sinal para a característica metropolitana que Brasília provavelmente teria.

Para o júri, a proposta trazia uma localização muito atraente para as habitações na península. No entanto, considerou-se que as áreas adequadas, pelo projeto, para uma população de 750 mil pessoas não poderiam ser desenvolvidas com facilidade ao infinito. Não havia, também, utilização das áreas mais elevadas do terreno, e havia muitas vias sem desenvolvimento em suas periferias, fator que encareceria o desenvolvimento.

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BRASILIA, 1958 https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/20/brasilia-1958/ https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/20/brasilia-1958/#respond Fri, 20 Oct 2017 13:27:06 +0000 http://www.cidadestransbordadas.jaca.center/?p=510
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VILA PLANALTO https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/19/vila-planalto/ https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/19/vila-planalto/#respond Thu, 19 Oct 2017 19:08:56 +0000 http://www.cidadestransbordadas.jaca.center/?p=420
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Entre a Praça dos Três Poderes, o Palácio da Alvorada e vários clubes e hotéis de luxo, encontra-se a Vila Planalto. Símbolo de resistência, a vila surgiu 1957  como um acampamento para abrigar os trabalhadores das construtoras que ergueram a capital e que se recusaram a deixar o local mesmo após a inauguração de Brasília.

A Vila é o núcleo urbano mais íntegro da época da construção da capital, e por isso foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1988. Até hoje a grande maioria dos terrenos não é regularizada. Segundo dados da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal, dos 1020 lotes, apenas 85 tem escritura, e outros 358 estariam aptos a receber os documentos.

Pela sua localização, a Vila Planalto logo se tornou alvo da especulação imobiliária, e hoje é possível encontrar casas em lotes de 800 metros quadrados, com preços de 2 milhões de reais, ao lado de barracões de apenas 2 cômodos.

Mais informações sobre a Vila Planalto:

http://vejabrasilia.abril.com.br/materia/cidade/o-puxadinho-da-explanada/

fotos: Roberto Castro

 

 

 

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A PENISULA DOS MINISTROS https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/19/a-penisula-dos-ministros/ https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/19/a-penisula-dos-ministros/#respond Thu, 19 Oct 2017 17:16:29 +0000 http://www.cidadestransbordadas.jaca.center/?p=401

Pelo projeto original, a quadra QL12 do Lago Sul (conhecida como Península dos Ministros) não deveria ter muros, e entre as construções existiriam corredores verdes para garantir o acesso de toda população ao Lago Paranoa.

Com o tempo as construções foram cercadas, e esses corredores fechados com cervas vivas e jardins, fazendo com que a orla só fosse acessada pelos moradores da Península.

Em 2015, o Governo de Brasília começou um projeto para devolução desses espaços para a população, derrubando muros e cercas que se encontravam em até 30 metros da margem do lago. Com essa ação, algumas piscinas e quadras se tornaram de uso público, e foram adicionadas ao projeto de retomada da orla. Porém em 2016 esse projeto ainda não havia sido concluído.

Para mais informações sobre o projeto:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2016/01/08/interna_cidadesdf,513220/projeto-de-retomada-do-espaco-da-nova-cara-a-peninsula-dos-ministros.shtml

 

 

 

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ESCALAS DE BRASILIA https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/18/escalas-de-brasilia/ https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/18/escalas-de-brasilia/#respond Wed, 18 Oct 2017 18:19:02 +0000 http://www.cidadestransbordadas.jaca.center/?p=388

É o jogo de três escalas que vai caracterizar e dar sentido a Brasília... a escala residencial ou quotidiana... a dita escala monumental, em que o homem adquire dimensão coletiva; a expressão urbanística desse novo conceito de nobreza... Finalmente a escala gregária, onde as dimensões e o espaço são deliberadamente reduzidos e concentrados a fim de criar clima propício ao agrupamento... Poderemos ainda acrescentar mais uma quarta escala, a escala bucólica das áreas abertas destinadas a fins-de-semana lacustres ou campestres”. - Lucio Costa em entrevista ao Jornal do Brasil, 8 de novembro 1961.

A fotógrafa Joana França compartilhou uma impressionante série de fotografias aéreas da capital nacional dividida em quatro subséries, cada qual apresentando uma escala de Brasília.

Para ver mais fotos:

http://www.archdaily.com.br/br/872391/escalas-de-brasilia-pelas-lentes-de-joana-franca

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©2010 Joana França
©2011 Joana Franca
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CEILANDIA https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/18/ceilandia/ https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/18/ceilandia/#respond Wed, 18 Oct 2017 17:22:08 +0000 http://www.cidadestransbordadas.jaca.center/?p=377
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Em 1971, Brasília possuía cerca de 80 mil habitantes em ocupações irregulares, morando próximos ao centro da capital, local de trabalho para a maioria dessas pessoas.

Para solucionar esse problema, foi criada a Campanha de Erradicação das Invasões, que demarcou cerca de 17 mil lotes, numa área de 20 quilômetros quadrados, ao norte de Taguatinga.

Essa região se transformou na cidade satélite de Ceilândia, que na sua etimologia significa Terra da Campanha de Erradicação das Invasões.

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LONA, POEIRA E CIMENTO [Rumores de um Certo Modernismo Barroco • 2o capítulo] https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/15/lona-poeira-e-cimento-rumores-de-um-certo-modernismo-barroco-%e2%80%a2-2o-capitulo/ https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/15/lona-poeira-e-cimento-rumores-de-um-certo-modernismo-barroco-%e2%80%a2-2o-capitulo/#respond Sun, 15 Oct 2017 19:23:13 +0000 http://www.cidadestransbordadas.jaca.center/?p=348

Ali, busquei explorar aspectos ligados à fundação da cidade como um polo de expansão territorial, política e cultural. Nesse sentido meu interesse se voltou para uma observação das inserções urbanísticas e arquitetônicas modernas na paisagem, tanto como planejamento e design de espaços inovadores, como idealização de um projeto de progresso, como imagens de um futuro promissor. Porém sabemos que tais promessas tem seu cunho existencial específico, e me interessam assim como possibilidade de ler um outro lado das ondas de desenvolvimento nacional, talvez pouco reconhecidas ou senão, estrategicamente obliteradas pela historiografia oficial, ou seja: um olhar para os efeitos relativamente invisíveis e destrutivos – além de violentos – contra a paisagem e seus habitantes anteriores, oriundos de ciclos de deslocamentos espaçosociais e de miscigenação racial, entre etnias ameríndias, européias e africanas.

Brasilia pode ser considerada, então, como a epítome de um projeto colonizador, que se traveste de avanço moderno, ou como dizem, um esforço sobre-humano de construir algo maravilhosos, onde antes não havia nada.

A cidade torna-se ao mesmo tempo um polo aglutinador de pessoas em busca de algo melhor para suas vidas e um espaço de oportunidades. É um polo de trabalho para os candangos vindos de todos as partes miseráveis do norte e nordeste, assim como torna-se o entreposto de investimento nas conquistas do vasto território a ser anexado, explorado e ocupado. A rodovia Belém - Brasilia poderia ser vista, assim, como uma espécie de nova bandeira de exploração. Se hoje existe um grande avanço do agronegócio na região, em choque com os biomas do Pantanal, do Cerrado e da própria Amazonia (no cinturão de fogo), a semente desse expansionismo poderia se conectar à Brasilia, como seu marco geográfico e seu porto seguro jurídico - político. Se hoje as cidades satélites padecem devido à violência e à pobreza, tal configuração nada mais é do que um transbordamento, em escala territorial, das relações coloniais entre os senhores e os escravos, da casa grande com a senzala.

Contradição premente essa, para uma capital destinada ao novo homem e um novo país. Desenhada e planejada por intelectuais ditos comunistas, mas construída com o suor de milhares e as vidas de muitos, na toada de verdadeiras obras faraônicas, em pleno século XX e no quente hemisfério Sul. Lona, Poeira e Cimento é o que sustentava as vidas desses candangos, é o que sempre lhes resta.

Nessa direção que os dias passados em Brasília foram voltados à realização de visitas e registros fotográficos em locais chave, como Catetinho, Esplanada do Ministérios, Núcleo BandeiranteArquivo Historio e Museu da Memória Candanga. Esse itinerário buscou elaborar um percurso histórico-critico para poder refletir sobre as diversas facetas das promessas de futuro que até hoje, permanecem inacabadas, como distorções dos planos de desenvolvimento e das narrativas históricas que geram uma infinidade de elementos e retóricas (também e inclusive, espaçovisuais), as quais se retro-alimentam e sustentam novas promessas, ainda vazias. Design e crime tornam-se dois lados de uma mesma moeda de desenvolvimento, onde modernismo e colonialismo se unem para a renovação e manutenção de certos privilégios, de um status quo.

Há ainda nesse projeto a inspiração advinda de um filme sobre a própria cidade de Brasília, realizado por Joaquim Pedro de Andrade: Brasília, Contradições de uma Cidade Nova (1967), e além desse, também é referência o congresso internacional da AICA organizado por Mario Pedrosa Brasília, Cidade Nova, Síntese das Artes, realizado em Brasilia, Rio de Janeiro e São Paulo (1959), no qual se reuniram diversos intelectuais e artistas da época para discutir o que era e seria Brasilia… sua dimensão utópica, a ainda presente segregação e o prenuncio de falha enquanto urbe moderna (mas potência como propaganda, como imagem política e promessa cultural a se cumprir). O sem fim de contradições a serem resolvidas ja enunciavam, em ambas as produções citadas, as contradições desse marco espacial e humano: ela incarna e materializa os múltiplos níveis de contradições de sua época, do projeto moderno e senão, da própria cultura e sociedade ocidental.

Beto Shwafaty

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PRIMEIRAS ESTÓRIAS (CARTOGRAFIA SENTIMENTAL) https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/15/post-304/ https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/15/post-304/#respond Sun, 15 Oct 2017 16:36:53 +0000 http://www.cidadestransbordadas.jaca.center/?p=304

A pesquisa de Yana Tamayo sobre os nomes dos lugares que se iniciaram em Tocantins vieram a ganhar forma na exposição À vista - Paisagem em Contorno, projeto contemplado com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2015 - Atos Visuais, com curadoria de Marília Panitz e obras de Bruna Neiva, Cecília Bona, Iris Helena, Karina Dias, Julia Milward, Luciana Paiva, Nina Orthof, Raquel Nava e Yana Tamayo. Galeria Fayga Ostrower, Funarte Brasília, 19 de abril a 4 de junho de 2017.

Primeiras estórias (Cartografia sentimental), 2017
Instalação - 49 placas de acrílico serigrafadas com nomes de cidades localizadas nos estados do Tocantins, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Pará, Piauí e Maranhão sobre volumes de areia prensada - Dimensões variáveis

 

 

 

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ÁGUA MINERAL https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/15/agua-mineral/ https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/15/agua-mineral/#respond Sun, 15 Oct 2017 03:04:58 +0000 http://www.cidadestransbordadas.jaca.center/?p=302

Uma das grandes surpresas desta ida a Brasília foi conhecer o Parque Nacional de Brasília, também conhecido como Água Mineral, 'o parque abrange uma área de 42 355,54 hectares, cerca de 423,8 km², com território distribuído pelas regiões administrativas de Brazlândia, do Plano Piloto e de Sobradinho e pelo município goiano de Padre Bernardo. Sua administração cabe atualmente aoInstituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBioNAC).

A criação do parque, em 29 de novembro de 1961, está diretamente relacionada com a construção de Brasília. Acordo com o Ministério da Agricultura permitiu à Novacap manter um viveiro destinado à arborização da nova capital, em parte da área do futuro parque.

 

O Parque possui duas enormes piscinas de águas naturais, e pudemos presenciar pais com crianças que parecem se encontrar regulamente naquele lugar, pessoas que praticam natação no local, e um número enorme de banhista local. Nenhum de nós conhecia o local, nos perguntamos porque esta parte do projeto urbano não é apresentada com a mesma frequência.

Voltamos às nossas cidades com muita vontade de piscinas públicas, que possam ajudar a sanar o calor, e se puderem ser de água natural e cristalina ainda melhor.

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CIDADES TRANSBORDADAS >>> PROJETO https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/05/__trashed/ https://www.cidadestransbordadas.jaca.center/2017/10/05/__trashed/#respond Thu, 05 Oct 2017 18:47:19 +0000 http://www.cidadestransbordadas.jaca.center/?p=88

Temos no Brasil vários exemplos de cidades planejadas que mesmo com o rigor e previsibilidade de seus projetos não conseguiram conter o improviso e a inventividade em sua implementação e dinâmica cotidiana. Num primeiro momento, em 2014 quando o projeto Cidades Transbordadas foi idealizado pelos integrantes do JA.CA, cinco capitais planejadas em diferentes períodos históricos foram selecionadas: do tempo do império (Teresina, fundada em 1852), da instauração da república (Belo Horizonte, inaugurada em 1897), da política de incentivo à ocupação e desenvolvimento do Centro Oeste brasileiro encampada por Vargas (Goiânia,criada em 1932) e renovada pelo espírito desenvolvimentista e moderno de JK (Brasília, inaugurada em 1960), chegando à recente redemocratização após o período de ditadura militar (Palmas, fundada em 1989).

Um ano mais tarde, o edital para qual enviamos a versão idealizada sofreu cortes, e desta maneira, a cidade de Goiânia ficou para ser explorada em outra oportunidade.

Nos concentramos em pesquisar Teresina, Belo Horizonte, Brasilia e Palmas: cidades que extrapolaram seu traçado inicial, criando outras ocupações imprevistas e originais, nas visitas nos interessaram as bordas destas cidades, investigando as proposições que não contavam nos planos originais. A proposta foi promover um encontro entre 'artistas com pesquisas que envolvem ideias de cidade, de paisagem e uma reflexão crítica sobre a noção de projeto.' Foram convidados André Severo que acompanhado de Mateus Mesquita esteve em Teresina; Beto Shwafaty visitou Brasília com Francisca Caporali e Márcio Gabrich; enquanto Yana Tamayo e Joana Meniconi foram à Palmas. Todos vieram ao JA.CA e em Belo Horizonte convidamos Fabíola Moulin para contribuir com o projeto. 'Cidades Transbordadas buscava justamente encontrar na fricção entre o projeto e sua realização (no caso, o planejamento urbano) o espaço para pensar o lugar dos artistas e das proposições poéticas como forma de compreender o espaço em formação, a paisagem em transformação.'

O projeto foi contemplado pelo Prêmio Rede Nacional de Artes Visuais da Funarte/Minc e as viagens de pesquisas aconteceram entre agosto e dezembro de 2016.

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